Como evitar prejuízos com o carro parado na quarentena

O cenário atual requer uma série de medidas e cuidados que todos já estamos cansados de saber: é imprescindível ter total atenção à higiene pessoal, ao distanciamento social e, se possível, permanecer em casa.

As preocupações em relação ao longo período de quarentena que estamos enfrentando para contenção do famigerado coronavírus (ou Covid-19) têm se estendido aos setores não somente da saúde pública, mas também da economia mundial – afinal, é claro o impacto causado no setor econômico com tantos comércios fechados e pessoas em casa.

Porém, existe um assunto pouco comentado e diz respeito a milhares e milhares de pessoas: quais cuidados devemos ter com o carro parado.

Só em São Paulo, estado mais atingido do Brasil pelo coronavírus, existem mais de 8 milhões de veículos, entre motos, carros, caminhonetes, caminhões e ônibus, de acordo com estatísticas de dezembro de 2017.

Então, para te ajudar a atravessar os longos dias dessa quarentena sem correr o risco de ainda somar mais prejuízos ingratos, seguem 9 dicas de ouro para cuidar do carro em tempos de quarentena. Confira na íntegra!

1. Quanto tempo o carro pode ficar parado na garagem?

Algumas montadoras defendem que veículos com a manutenção em dia podem ficar até 15 dias parados sem qualquer risco de problemas.

A General Motors – dona do mais vendido do Brasil em 2019 – por exemplo, recomenda que o seus carros sejam ligados por pelo menos dez minutos ao menos uma vez por semana.

Já a BMW recomenda uma partida de no mínimo 20 minutos num intervalo de até duas semanas e faz algumas recomendações específicas aos proprietários de híbridos e elétricos: as baterias de alta tensão devem estar sempre carregadas e, se possível, nunca manter a carga abaixo de 50% por mais de três meses.

Em todo modo, é sempre melhor prevenir do que remediar. Por isso é ideal manter a revisão periódica de acordo com as indicações do fabricante, bem como os serviços de manutenção preventiva.

Muito cuidado quando for ligar o carro dentro da garagem:

Os gases do escapamento são tóxicos e o envenenamento por monóxido de carbono pode ser fatal. Então, deve-se evitar o acúmulo de gás carbônico (CO2) em ambientes fechados a qualquer custo.

2. Atenção à rodagem curta com o motor frio

Se porventura você precisar do veículo para ir ao trabalho, por pertencer a alguns dos serviços essencias, por exemplo, deve ter muita atenção ao tempo de funcionamento do carro.

Isso porque ao rodar por poucos quilômetros, o óleo do motor não tem tempo suficiente para atingir a temperatura ideal de funcionamento, o que causa um impacto negativo a médio prazo por conta da contaminação do óleo do motor pelo combustível.

O ideal ao fim do período de quarentena é efetuar a troca do fluído lubrificante, mesmo que o carro não tenha atingido os prazos indicados.

3. Nunca desligue a bateria

Este é um tema bastante polêmico e que gera muita contradição no meio automotivo. Mas, apesar do que muitos mecânicos indicam, não é recomendado desligar a bateria do carro, principalmente para os veículos de injeção eletrônica.

É verdade que alguns equipamentos consomem energia mesmo com o motor desligado, como o alarme elétrico e o standby do rádio, o que leva muita gente a desligar a bateria para deixar o carro parado por longos períodos.

Porém, desconectar os cabos da bateria, a fim de prolongar sua vida útil, sem o auxílio de um especialista e sem seguir os procedimentos de segurança, pode gerar um curto-circuito e até mesmo provocar incêndios.

Injeção eletrônica desprogramada e perda total da memória do carro

Além de poder desconfigurar os módulos de vidro elétrico e os módulos de rebatimento do retrovisor, por exemplo, desligar a bateria de carros com injeção eletrônica pode comprometer o Módulo de Controle do Motor, ou ECM (Engine Control Module) – praticamente o cérebro do motor do carro.

Recolocar a senha de codificação do rádio, como muitos apontam, é o menor dos problemas neste cenário.

O ECM é responsável pela adaptação das peças a todas as características de uso do veículo, como quilometragem rodada, tipo de combustível utilizado e até mesmo o modo como o condutor dirige, para garantir o desempenho ideal do motor.

Por exemplo: conforme os módulos percebem que as válvulas injetoras vão se entupindo, os módulos identificam a necessidade de aumentar o TI (Tempo de Injeção). Em relação às velas, não é diferente. Conforme as velas vão se desgastando, o ECM se adapta para melhorar o TIG (Tempo de Ignição).

A desconfiguração deste módulo faz com que ele volte a trabalhar com seus parâmetros zerados, sob as configurações de fábrica, como se o carro estivesse zerado.

Ou seja, você apaga toda a memória adaptativa que seu carro desenvolveu durante o uso. Já deu pra entender como isso compromete o bom funcionamento do seu veículo e pode acarretar em problemas e duros prejuízos, certo?

4. Preciso fazer a troca de óleo?

Fazer a troca de óleo a fim de evitar danos e possíveis degradações com o carro parado só é indicada para longos períodos, como por mais de 6 meses.

Ainda assim, sabemos que mesmo com o motor desligado, o lubrificante se degrada pela oxidação. Mangueiras com pouco uso também podem ressecar e rachar.

Sendo assim é conveniente trocar o óleo do motor e o filtro após o fim do período de quarentena.

5. Tanque cheio ou vazio? O que fazer com o combustível do carro parado?

Este também é um assunto que gera muita discussão entre profissionais de oficinas mecânicas. Enquanto há quem defenda que a melhor opção seja deixar o tanque vazio por conta do prazo de validade da gasolina, que se deteriora, essa não é a melhor solução.

É verdade que a gasolina comum não dura mais do que dois ou três meses em desuso e perde suas propriedades com o tempo. Porém, manter o tanque de gasolina abastecido reduz a possibilidade de oxidação e ferrugem interna.

Além do mais, gasolina velha pode provocar a formação de goma e entupir os dutos, além de ressecar as juntas do sistema.

Em períodos superiores a três meses, talvez seja melhor deixar o tanque vazio e, é claro, não esquecer de abastecer o carro antes de ligá-lo após este período.

O melhor é deixar o tanque cheio com combustível de maior durabilidade ou o etanol, se o seu carro for flex.

Isso porque o ar dentro do tanque de combustível contém umidade, que acaba condensando, virando água e gerando degradação. Os gastos de manutenção e a dor de cabeça podem ser altíssimos.

6. Calibre os pneus com nitrogênio

Para evitar a deformação do pneu na região que fica em contato com o piso, o mais indicado é aumentar a pressão de 20% a 30%. Então, se a pressão normal for de 30 libras, por exemplo, o melhor é calibrar os pneus com 35 a 40 libras.

Uma excelente opção para manter os pneus calibrados e em bom estado é realizar a Calibragem com Nitrogênio, um serviço rápido, simples e barato. Isso antes da quarentena, se não o fez aguarde o fim desse periodo de isolamento para tal ação.

Pneus calibrados e balanceados garantem maior economia de combustível do automóvel durante o uso. Então, a calibragem com nitrogênio é a alternativa com o melhor custo benefício para conservar os pneus do carro.

7. Use calços ao invés do freio de mão

Como a umidade pode fazer com que o platô grude ao disco de freio, o mais recomendado é usar calços para manter o carro parado (em superfície plana, é claro) ao em vez do freio de mão puxado para cima durante até duas semanas sem uso do veículo.

8. Levante os limpadores de para-brisa

Apesar de a troca da palheta de silicone ou rodo de para-brisa não ser cara ou demorada, essa dica simples de conservação do item é mais um motivo para evitar sair de casa à toa durante a quarentena.

Os limpadores de para-brisa devem ser levantados para evitar que a borracha da palheta grude e se deforme em contato com o vidro, de modo a conservar este item indispensável em dias de chuva.

9. Atenção dobrada à higiene do carro

Você sabia que o volante do carro chega a ser mais sujo do que a tampa do vaso sanitário e ter cerca de 6 vezes mais bactérias do que a tela do celular?

Pois é. As áreas de maior contato do carro são um verdadeiro ponto de encontro para vírus, fungos e bactérias.

Um estudo em laboratório constatou que o volante do carro contém cerca de 256 bactérias por cada centímetro quadrado. A alavanca de câmbio apresenta a mesma assustadora quantidade e o freio de mão contém cerca de 115 bactérias por cm².

Por isso, é imprescindível higienizar o carro corretamente a fim de eliminar micro-organismos nocivos à saúde e estar sempre prevenido contra doenças respiratórias e alergias.

Mas é preciso seguir alguns cuidados básicos para realizar a higienização do carro:

Dê maior atenção às áreas de maior contato

As áreas de maior contato e que merecem atenção são volante, manopla do câmbio, freio de mão, maçanetas da porta, apoio de braço, chave, alavanca de seta, botões do rádio e da central multimídia, botões do ar-condicionado automotivo, retrovisor interno e parasol – principalmente se você é daquelas pessoas que, ao entrar no carro, tem o hábito de ajustar o retrovisor interno ou se olhar no espelho do parasol.

O ideal é higienizar as mãos com álcool em gel ao entrar e sair do veículo, além de higienizar todas as áreas previamente mencionadas utilizando um pano umedecido com detergente neutro.

Dica importantíssima: Não utilize álcool 70% ou esponja de melamina!

Quem preza pela estética e boa conservação de todos os itens do carro, deve saber que tanto o álcool 70% quanto a esponja de melamina são abrasivos e podem corroer e ressecar o couro, a borracha e plásticos escuros presentes no interior do automóvel.

Além do mais, a conservação de todos os itens é uma ótima dica para valorizar o carro na hora de revendê-lo.

Aspire bancos e carpetes

Como já falamos por aqui, é muito importante saber como limpar os bancos do carro para evitar o acúmulo de sujeira e a proliferação de ácaros, levando sempre em consideração as diferenças em relação a bancos de tecido e de couro.

Uma opção é a Oxi-Sanitização Veicular, um serviço que envolve a tecnologia de limpeza com ozônio, capaz de eliminar até 99,9% dos vírus, fungos, bactérias, ácaro e mofo, além de cheiros fortes, como o de cigarro.

Por sua alta eficiência e tratando-se de um método seguro, sustentável e sem contra-indicações, este tipo de limpeza é utilizado até mesmo em hospitais e tem sido um excelente aliado no combate ao coronavírus.

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